terça-feira, 21 de março de 2017

Crown of Bullets #6 ~ Mármore Negro

Ellen acordava, depois de um sono vazio, como experienciava todas as noites de sua tardia adolescência. A mesma olhava em volta, percebendo que ainda estava naquele mesmo jogo que quase tirará sua vida. A palavra chave sendo "quase", já que a mesma se encontrava viva e com saúde, mesmo que com apenas um pouco de HP acima da metade. A mesma se encontrava numa espécie de campo de flores, um pequeno espaço em meio à aquela fenda que ela e Lin exploravam a algum tempo. As flores dali eram, em sua grande maioria, amarelas, mas haviam algumas vermelhas e azuis também. Lin podia ser encontrado não muitos metros dali, pegando algumas das flores e as estudando, concentrado.
- L-Lin, o que-
- Ahhh, olá, Ellen. Já estava ficando preocupado! - Ele cortava a mesma, com um sorriso calmo.
- Lin, eu... Achei que eu tinha morrido, c-como.....?
- Bem... Veja por si mesma...! - Ele dizia, estendendo a flor vermelha que segurava na mão, que Ellen pegava e analisava, um pouco surpresa quando uma janela de mensagem surgia em seu campo de visão.

[Flor Rubra Comum]
[Uma simples flor vermelha que normalmente cresceria em qualquer lugar do mundo, se ele não estivesse arruinado do jeito que está. Povos antigos usavam as mesmas para criarem medicamentos simples para dor e sangramento.]

- Mas que droga??! - A mesma exclamava, surpresa ao ver aquilo. Não haviam explorado muito além do deserto e já haviam encontrado uma possível fonte de Health Potions??!
- E as outras não são muito melhores não, as azuis curam MP e as amarelas podem ser usadas para fazer veneno ou antídoto. - Ele dizia, continuando sua análise - Você estava com pouca vida, e aquele bicho havia te deixado com o status [Sangramento I], então corri por algum tempo e achei esse lugar, e... Depois de muito tempo testando com as flores vermelhas, consegui te curar até esse ponto, eu... Admito que me desesperei um pouco, tanto que ganhei um titulo de [Alquimista Primitivo]...! - Lin dizia, meio sem jeito.
- T-tudo bem... - Respondia Ellen, meio sem jeito, enquanto ia recolhendo algumas das flores amarelas, vendo uma possível utilidade futura em seu veneno, e encarava seu inventário por alguns segundos. Ali estava sua faca quebrada. - Ei, Lin... Eu preciso da sua-
- Faca? Aqui está. - E Lin rapidamente entregava sua faca para uma Ellen pasma, que apenas aceitava. - Alias, acho bom olhar seu inventário. Eu mesmo ganhei uma [Presa do Cão Infernal], então como você deu o ultimo hit, acho que deve ter ganhado algo a mais.
- Uhmmm... Certo... - A mesma dizia, pegando a faca e checando seu inventário. E lá estava:

[Presa do Cão Infernal]
[Uma grande presa de marfim branco retirada da boca de um enorme predador das planícies desoladas do novo mundo. Pode ser usada para criar uma grande variedade de armas brancas, que excedem em qualidade.]

[Couro do Cão Infernal]
[Parte do couro, ainda com a pelagem, retirado das costas de um enorme predador das planícies desoladas do novo mundo. Ao ser usado para criar roupas ou armaduras leves, o mesmo excede em sua resistência contra atributos anormais e calor.]

- M-meu Deus, eu acho que tive a sorte grande aqui...!! - Dizia, então, Ellen, enquanto fechava seu inventário, já pensando nas possibilidades que aqueles itens lhe trariam, a vantagem que ela teria em comparação a outros jogadores. E isso sem contar que ela e Lin eram provavelmente os primeiros jogadores a chegar tão longe em tão poucos dias de jogo. Isso era a cereja no bolo. - Agora só nos resta achar a primeira zona, Lin!!
- Sim, eu sei. - Ele dizia, a observando com um sorriso. - Por isso, vamos, já perdemos tempo demais aqui, e antes que peça, já te desculpo por nos atrasar... As flores pagam pelo atraso, no fim das contas.. - E assim, ele ia seguindo, com Ellen logo atrás.
E então, eles seguiam, por algumas horas. Matavam autômatos aqui, ghouls ali, e iam seguindo por entre os canyons. De vez em quando acabavam numa bifurcação ou outra, achavam tuneis e cavernas, mas isso era opcional, e decidiam apenas deixar tudo isso para trás. Depois de algum tempo, então, finalmente chegavam no final do que seria aquele caminho, onde conseguiam subir por algumas rochas, e enquanto para atrás dos dois havia aquela gigantesca fissura, aquela mandíbula se abrindo na terra, para a frente podiam ver um gigantesco obelisco escuro, fosco, como se fosse feito de um mármore maligno, extraterrestre. O mesmo ficava no meio da terra, em frente ao fim da fissura e de costas para, apenas, o resto daquele mundo desolado. Um monumento solitário num mundo abandonado, e os dois irmãos tinham total certeza de que, enquanto o dia finalmente acabava com um lindo crepúsculo no horizonte, haviam achado oque estavam procurando: A primeira zona.
- L-Lin, é o que eu acho que-
- Sim, Ellen... É aqui... - Lin respondia sua irmã, andando em direção a aquele monumento negro. Ao chegar perto, o mesmo podia perceber um enorme circulo negro cheio de símbolos no chão em frente ao obelisco, e no mesmo, haviam varias runas azuladas, onde Lin podia ver escrito:

"Aqui jaz a primeira tumba do universo,
A primeira zona de morte para os humanos que ousam desafiar seu destino...
Aqueles que aqui entraram, com o martelo da criação cairão,
E louvado será o homem, que com o grito das feras não for ao chão..."

Ao ler aquilo, um arrepio subia pela espinha de Lin. Aquele lugar não era normal, não fazia parte do mundo arruinado que ele enfrentara com sua irmã até o momento. Aquele lugar era uma fissura anormal no espaço e no mundo, algo que não deveria existir...
- T-tudo bem, Lin... Vamos conseguir vencer, e olha...! Esse circulo é o teletransporte de volta para a cidade, podemos comprar itens agora!! - Dizia Ellen, chegando a tempo de tirar seu irmão daquele transe de panico... Lin sabia que deveria se controlar, ele não podia se deixar vencer tão facil...
- Você está certa, Ellen... Vamos, quando estivermos prontos nós voltamos... Pra conquistar esse lugar... - Ele dizia, sorrindo um tanto quanto nervoso, enquanto pegava a mão de sua irmã e entrava no circulo, que logo brilhava azul ao sentir a intenção dos dois e os levava até a cidade inicial.
E assim, eles deixavam, novamente solitária, a primeira zona.

[Labirinto do Olho Maligno, "Balor"]

~ The End ~ Nikki
 Super desculpem a demora, mas andei lidando com muitas coisas e passei por alguns tempinhos dificeis. O blog está ganhando mais vida agora, mas como alguns sabem - E a maioria não - mas apenas eu postava nesse blog quase, e fui o que mais postou até o momento, de qualquer jeito. Mesmo assim, abraço os novos escritores do blog, e espero que logo eles sejam tão importantes para essa droga do que eu - Mesmo eu já tendo sido, em si, superado pelas postagens de nosso amiguinho Cezar.
 De qualquer forma, estarei voltando a postar no blog agora, não só essa mas também outra história que estarei colocando no lugar de Throne of Sins, postada em breve, e para que isso continue, não só de minha parte mas também dos outros, é preciso de feedback. Por favor, me digam oque acham da história, se gostaram ou não, e oque gostariam de ver, pois isso ajuda muito.
No fim do dia, é só isso que quero falar mesmo.
Um bem-vindo de volta pra mim.
E um bem-vindo ao blog para os outros.
Desligando.

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