Esta história se passa em um lugar distante. Em um lugar onde, nenhum homem, por enquanto, jamais pisou, viu, ou ouviu falar.
Em um bosque aos pés das montanhas cinzentas, havia um pequeno vilarejo de elfos. Eram pequenos, o maior entre eles chamado Bale media aproximadamente, pouco mais de um metro. Suas casas ficavam no alto de grandes pinheiros. Viviam de pinhas e pequenas nozes, que caiam dos pinheiros. Sua especialidade era uma bebida doce feita de um néctar, que extraíam dos pinheiros. Viviam festejando com musica, danças, e muito néctar. O único trabalho que tinham era juntar néctar, pinhas e nozes o suficiente para enfrentar o inverno rigoroso que afetava aquele bosque aos pés das gigantescas montanhas cinzentas.
Era início de inverno. Todos os elfos haviam juntado, néctar o suficiente, nozes o suficiente, e pinhas o suficiente para passar o rigoroso inverno. Os altos pinheiros estavam totalmente cobertos por neve. No meio de toda a palidez da neve, podia-se ver apenas as pequenas janelas iluminadas das casinhas dos elfos. Que dentro de suas cabanas, apenas comiam e se aqueciam em suas pequenas lareiras.
O inverno já estava no meio. E todos sabem que o meio do inverno é muito rigoroso. E foi no meio do inverno que uma visita indesejada chegou à pequena vila. Essa vista veio em um trenó, feito de madeira de carvalho negro. O trenó era grande. Era puxado por oito raposas de cor meio parda. E no comando delas, um simpático velho barbudo. Não se engane, seu nome era Nolliel, era um famoso bruxo de barbas brancas. Não era famoso por ser bom e gentil ou algum herói, mas sim por suas maldades, e sua prática da antiga e proibida magia negra. Trajava um grande casaco vermelho desbotado, sua barba era grande e grisalha, como a de todos os bruxos, e sobre sua cabeça calva, havia um gigante gorro vermelho, também desbotado e muito, muito sujo.
O velho parou o trenó, olhou para as cabanas no alto, e gritou:
- Quem são as criaturas que moram nessas pequenas residências?! Será que poderiam me ajudar?!
Todos os elfos saíram de suas cabanas para ver quem gritava lá fora.
Ao verem um velho pançudo, em um trenó de carvalho, puxado por raposas pardas, a primeira ação deles foi convidar o velho e suas raposas para se aquecer. O que é? O que você esperava que eles fizessem?
Elfos são criaturas muito gentis, não julgam as aparências, e adoram ajudar. Ainda mais um velho pançudo de barbas brancas.
Os elfos deram-lhe comida, uma fogueira, e uma pequena mas confortável cabana.
A noite caiu, e todos foram dormir. Para depois que acordassem, um grande desgosto sentirem.
Todos da pequena vila acordavam, do que parecia ser um sono profundo, parecia até que haviam sido enfeitiçados. Mas isso não os passou a cabeça. Na verdade quando todos acordaram, e olharam para fora de suas janelas, viram que o inverno tinha acabado. E saíram alegres para fora de suas casinhas. Mas infelizmente, quando saíram, perceberam que algo estava errado. Não havia mais neve, porém as arvores e pinheiros estavam secos e sem folhas ou flores. E toda sua comida e bebida haviam sumido.
Todos desceram de suas cabanas no alto dos pinheiros, para o chão, e debatiam o ocorrido. E foi nessa hora que se lembraram de seu visitante, correram para a cabana que ele estava hospedado, e ao chegarem lá viram toda sua comida empilhada ali dentro da cabana do hospede.
- O que está acontecendo? - Perguntavam-se.
Foi nessa hora que o velho Nolliel apareceu.
- Olá pequenos e gentis elfos! Sei que estão confusos. Mas logo compreenderão. Eu gostaria de oferecer uma proposta para vocês. Se quiserem ter sua comida de volta, e que a sua vila volte a ser como era antes, terão que trabalhar pra mim!
- Que tipo de trabalho? - Perguntavam-se os elfos.
- Vocês terão de procurar pedras preciosas no pé dessa montanha pra mim! E caso se neguem a fazer isso, sua vila continuara sofrendo.
Foi aterrorizante. Os elfos não sabiam como agir.
Foi quando Bale, maior e mais forte entre os elfos deu um paço a frente e disse:
- Não pode fazer isso! Quem pensa que é?
Foi quando, uma das raposas do velho avançou contra o maior dos elfos. E junto com ela as outras cercaram todos os elfos.
Sem nenhuma forma de reagir, todos tiveram que trabalhar para o velho bruxo.
Já haviam se passado meses que trabalhavam para aquele bruxo. Trabalhavam o dia todo em minas escavadas no pé da montanha, ao lado do bosque que moravam. Era muito ardoroso aquele serviço, tinham apenas 6 horas de descanso. Sua única remuneração, era comida, mas eram alimentados apenas para não morrerem de fome, e assim acharem mais pedras preciosas para o bruxo.
O bruxo pegava as pedras preciosas, e as fundia, assim fazendo cristais mágicos.
Dentre esses pequenos elfos escravizados havia um em especial. Ele era o mais novo, menor, mais alegre e mais atrapalhado entre todos os elfos da vila. Seu nome era Rhmbo. A pronuncia fica ao seu critério. Ele odiava aquele trabalho, e vivia tentando convencer os outros elfos a lutarem contra o bruxo, e claro que ele não se oferecia, já que, como disse, ele era o mais medroso.
Um dia, Rhmbo estava minerando, e achou uma pedra preciosa. Não era uma pedra preciosa como as outras que ele conhecia. Ela era feita de uma espécie de vidro negro. Dentro desse vidro negro era possível ver vários e vários pontos brilhantes. Rhmbo não queria dar a pedra para o bruxo, então a escondeu em uma bolsa que carregava as ferramentas de mineração. Guardou bem escondida, e esperou dar o seu horário de descanso.
Já estava anoitecendo, e uma raposa que ficava de guarda guiava o menor dos elfos até seu loca de descanso. Estava tudo dando certo. Mas é claro que algo tinha de acontecer. Rhmbo tropeçou em uma pepita de ouro que estava li caída no chão. Sua sacola caiu, e dela a pedra saiu a rolar pelo chão. A raposa viu a pedra rolando, e imediatamente abocanhou o pequeno elfo e o levou ele para o bruxo.
O bruxo encarava o pequeno elfo. E ele assustado, tentava não olhar de volta.
- Quer dizer que tentou roubar um dos meus tesouros?
O elfo se manteve calado, e tremulo.
- Você será castigado. Será mandado para a caverna da criatura.
A caverna era um túnel grande e escuro. Todos tinham medo de ir lá, pois podiam-se ouvir urros e grunhidos muito altos lá de dentro. Acreditava-se que era uma criatura, muito grande e asquerosa. Por isso se chamava, a caverna da criatura.
As raposas levaram o elfo para a caverna e o soltaram na porta. Seu castigo era caminhar por ela, e lá seria devorado pela criatura. Rhmbo entrou e andou um pouco. Em voz baixa falava que tudo aquilo era mentira, e que não havia criatura, porem sua mente o enchia de medo, e fazia suas pequenas perninhas tremerem. Foi quando ele pode ouvir um grande urro, como um grande trovão. E imediatamente, seu coração acelerou. Ele estava parado, travado, não sabia o que fazer. Por várias horas ficou parado, ouvindo aquele barulho. Mas depois de muito tempo, decidiu andar. Seu medo ainda era gigantesco, mas sua curiosidade de saber o que era a criatura também.
O túnel ficava cada vez mais estreito, e mais escuro. E quando ele não achava que iria chegar ao final, viu uma luz forte ao fundo. Para sua surpresa, o barulho vinha de uma criatura inimaginável. O assustador urro, era o choro de um dragão.
A criatura era enorme, e linda. Suas escamas brilhavam como ouro, ele todo era dourado. O elfo nunca tinha visto algo tão bonito. Porem ele não entendia. Porque o dragão chorava? Então resolveu perguntar.
- Com licença. Por que você chora dragão dourado?
O dragão olhou para o simpático elfo e respondeu:
- Há muito tempo cai dentro dessa montanha. Mas nunca consegui sair. Por isso choro de tristeza, pois agora não posso mais voar pelos céus.
O elfo, comovido pensou em uma forma de ajudar a bela criatura. E uma ideia veio a sua cabeça. Quando ele foi mandado ao túnel, as raposas o enviaram junto com os equipamentos de escavação. Então com isso veio uma ideia.
- Senhor dragão, eu posso lhe ajudar.
- Como? - Perguntou cheio de curiosidade o dragão.
- Eu posso cavar um buraco grande o suficiente para você sair.
O dragão se animou. E logo o elfo começou a cavar.
Levaram dias para finalmente o buraco ficar pronto. E então antes do dragão ir embora ele fez uma proposta ao elfo.
- Como você me ajudou a sair daqui, lhe concederei um desejo se quiser.
O elfo olhou para o dragão, e sem pensar duas vezes pediu:
- Eu queria que você me ajudasse a dar um jeito no bruxo que escravizou a mim e ao meu povo.
O dragão então estendeu uma adaga mágica para o pequeno elfo. E ele sem entender perguntou:
- Pra que serve isso?
E o dragão respondeu:
- Só existe uma maneira de derrotar um bruxo. É cortando a sua barba. Você deve cortar a barba dele, e então ele perdera os poderes, e morrerá.
Depois de explicar ao elfo, o dragão foi embora deixando apenas um rastro dourado. O elfo correu para fora do túnel. Por sua sorte, não havia ninguém vigiando, pois todos pensaram que ele havia sido devorado.
Ele foi silenciosamente até onde o bruxo repousava. Era noite e ele estava dormindo. A qualquer momento poderia amanhecer. Então tinha de ser rápido.
Ele escalou a grande cama onde o bruxo dormia. Subiu em sua enorme barriga e andou até seu rosto. Logo começou a cortar a barba. Amontoava alguns fios e os cortava aos poucos para não acorda-lo, e rápido para terminar antes do amanhecer. E quando os primeiros raios de sol apareciam, cortou o ultimo tufo de barba do bruxo. O grande velho secou como um pinheiro velho. E toda a magia negra que havia envolvido a vila sumiu.
Quando os outros elfos viram o que Rhmbo tinha feito, comemoraram, e as raposas com medo fugiram. E desse dia em diante, o menor e mais novo elfo da vila ficou conhecido como Rhmbo, o matador de bruxos, e salvador da vila dos elfos.
Mas isso não era tudo, era...?
The End ~ Lucas
Ola, pessoal do blog. Meu nome é Lucas e eu sou o outro cronista desse blog. Espero que gostem desta primeira história, e é isso.
Desligando.
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